Faz 4 anos. Quatro anos, 1460 dias, parece pouco, parece muito, uma eternidade, um paradoxo (o tempo). Indiferente, talvez insensível, quem sabe realista, até mesmo frustrada, na realidade – satisfeita. Os anos passaram e sem perceber e sequer sentir falta, não escrevi uma só palavra, sobre mim, sobre antigas paixonites, sobre sonhos, sobre você. Não houve nada errado, pelo contrário, tudo está tão certo que perdi a necessidade de escrever, não saberia um motivo pra expor sentimentos que estavam tão bem acomodados e divididos em mim: bons amigos, boas cervejas, boas (e muitas) séries,boa faculdade, boas notas. Aí então que eu inventei essa história de voltar a fazer coisas que deixei pra trás, ouvir músicas que já não ouvia mais, cozinhar antigas receitas, ler livros já esquecidos e voltar a escrever, velhas novidades.
Nesses anos vários detalhezinhos: um livro, uma música, um abraço, um perfume, despertaram em mim vontade de escrever, afinal escrever nada mais é (pra mim) do que expressar um sentimento enfatizado pelo emocional, seja ele bom ou ruim, e devo dizer que na maioria desses anos foram bons, mas eis que algo mais importante ou mais urgente me impedia de vir até essa mesa, até essas letras.Mas chega de urgências.
Esse texto serve de orgulho pra mim, que cresci muito em 4 anos, apesar de continuar tão imatura (é como já disse, um paradoxo o tempo – e os efeitos dele), hoje tenho opiniões formadas sobre assuntos importantes, superei algumas angústias, não aprendi a lidar com distâncias e me orgulho disso sim, dei o rosto ao vento e entre outras mil coisas descobri em mim (e só) uma capacidade incrível de atrair felicidade e boas energias.
Enfim, fica aqui o meu agradecimento a todos os autores que li, às musicas boas que ouvi, aos meus amigos e desamores, aos perfumes e abraços que senti e ali me deixei inteira, aos meus desejos, e a esse desafio a que me propus e acredito que concluí muito antes de imaginá-lo, conclui há quatro anos, quando me senti perfeitamente sã, de corpo, mente e alma, e agora posso afirmar que sou nova, que sou outra (mas continuo eu!). O nome disso é equilíbrio.
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